O vexame no Maracanã e o desrespeito com a Nação
- Sergio Maurício

- 27 de fev.
- 3 min de leitura
Os dedos pesam no teclado e custam a encontrar as palavras certas depois do jogo pífio que presenciamos no Maracanã. O sentimento que fica após a perda do título da Recopa Sul-Americana para o Lanús é um só: um profundo desrespeito com o torcedor rubro-negro.

O que se viu em campo foi um time que, de uma hora para outra, tentou "virar a chave" e mostrar uma vontade que esteve ausente desde a Supercopa do Brasil e o início do Estadual. O futebol, no entanto, cobra constância. O Flamengo simplesmente ignorou os jogos anteriores e achou que a camisa resolveria a final, esbarrando na própria falta de consistência e desorganização tática.
Palmas para o Lanús, vergonha para o Flamengo
É preciso ser justo: há méritos do outro lado. O Lanús foi bravo, guerreiro e jogou com as armas que tinha. Sob a chuva em um Maracanã lotado, e até mesmo enfrentando erros de arbitragem que favoreceram o time da casa, os argentinos conseguiram marcar três gols, vencer por 3 a 2 e levar um título inédito de forma heróica. Parabéns ao Lanús, que honrou a final.
Já o Flamengo apresentou um futebol pobre, limitando-se a jogadas de bola aérea e vivendo de dois gols de pênalti. Faltou triangulação, faltou movimentação, faltou aproximação. Parecia um time montado dois dias antes da decisão. Para um clube que investe milhões, paga salários astronômicos e mira o patamar de "Real Madrid" ou "Bayern de Munique" da América do Sul, perder entregando apenas transpiração e zero técnica é inaceitável.
O Flamengo entregou a entrada e a sobremesa (a vontade tardia), mas o prato principal da noite o bom futebol não veio.
O limite da paciência e o alerta para Filipe Luís
O início de ano do Flamengo é, até aqui, ridículo. Chegamos a um limite tenebroso que nos obriga a questionar: já deu o tempo de Filipe Luís?. O que está acontecendo nos bastidores precisa ser resolvido e comunicado, porque o torcedor não é idiota e não aceita a falta de brio.
Com um elenco avaliado em milhões, o Flamengo não tem o direito de ser medíocre contra uma equipe de folha salarial infinitamente menor. A mensagem que a equipe deixou em campo nesta quinta-feira foi um sonoro: "vocês são idiotas", escrito em letras garrafais para cada torcedor nas arquibancadas.
📝 Notas da Partida
Uma noite de final perdida que deve ser repudiada milhões de vezes.
Rossi (5,5): Não teve culpa direta nos gols, mas faltou algo mais no jogo.
Varela (6,0): Se esforçou, mas faltou muita conexão pelo seu lado.
Danilo (6,0): Surpreendeu e mostrou que tem condições para jogos decisivos, mesmo que a vaga pudesse ser de Vitão.
Léo Pereira (6,5): Uma atuação brilhante dentro do possível. Saiu de campo mancando por pura exaustão.
Ayrton Lucas (4,5): O grande vilão direto da noite. Errou o passe que originou o gol adversário e comprometeu.
Erick Pulgar (6,5): Apareceu menos do que o necessário, mas quando exigido não foi omisso.
Everton Araújo (6,0): Surpreendeu pelo esforço, mas não tem a característica de mobilidade para ser titular como segundo volante num jogo desses.
Carrascal (5,5): Muito aquém do esperado. Errou cruzamentos em condições claríssimas de gol.
Arrascaeta (7,0): O único ponto fora da curva. Correu, tentou, fez o primeiro gol de pênalti e sofreu a falta no segundo.
Samuel Lino (4,0): Inexistente na partida. Sumiu em campo.
Gonzalo Plata (5,5): Tentou jogar, mas ficou muito longe daquele Plata que consegue agredir e ajudar o time.
Reservas: Léo Ortiz (5,0), Bruno Henrique (5,0), Lucas Paquetá (5,0), Jorginho (6,0), Pedro (3,0 - tenebroso), Everton Cebolinha (6,5).
Filipe Luís (2,5): Perdeu a mão no início do ano. Um trabalho altamente questionável até aqui.
📅 O que vem por aí
Após perder a Recopa Sul-Americana, o Flamengo precisa juntar os cacos para evitar a perda da temporada logo no primeiro trimestre. O foco total agora volta para o Campeonato Carioca, onde a equipe tentará apagar a má impressão e confirmar sua ida para a finalíssima na partida de volta da semifinal.




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