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O Fim da Linha para Filipe Luís e o preço de um time sem alma

  • Foto do escritor: Sergio Maurício
    Sergio Maurício
  • há 6 dias
  • 3 min de leitura

O Flamengo entrou no Maracanã e construiu um placar histórico: 8 a 0 contra o Madureira, em um jogo que rapidamente se transformou em um treino de luxo com clima de amistoso. A facilidade aumentou consideravelmente na metade do primeiro tempo, quando o adversário teve um jogador expulso e mal conseguiu pisar na área rubro-negra para se defender. O time de Filipe Luís saiu aplaudido pelo público reduzido que compareceu ao estádio para apoiar a equipe, e confirmou a classificação com um placar agregado de 11 a 0.


Foto: Adriano Fontes/Flamengo
Foto: Adriano Fontes/Flamengo

No entanto, é preciso colocar os pés no chão: o Flamengo não fez mais do que a sua obrigação. A goleada não apaga os vexames recentes contra o Corinthians, na Supercopa do Brasil, e contra o Lanús, na Recopa Sul-Americana. A relação com a Nação Rubro-Negra neste momento pode ser resumida em uma analogia simples: é como quando o seu cachorro te dá uma mordida e depois aparece com cara de culpado; você faz um carinho, aceita as desculpas, mas fica extremamente desconfiado dos próximos passos. Esse é o exato sentimento da arquibancada.


O resultado apaga o incêndio imediato e restaura um mínimo nível de confiança para a sequência da temporada, que inclui o Brasileirão, a Copa do Brasil e a Libertadores. Mais importante do que isso: a chegada à final do Carioca pode ser a tábua de salvação para o emprego de muita gente, do técnico Filipe Luís à permanência de alguns jogadores no elenco.



Notas da Partida


•    Pedro (9,0): O grande nome do jogo com quatro gols e duas assistências. Começou o jogo com pouca mobilidade, mas deslanchou e demonstrou interesse assim que a porteira se abriu.


•  Lucas Paquetá (9,0): O principal articulador de todas as jogadas ofensivas. Aproveitou muito bem a fragilidade adversária e guardou dois gols.


•  Carrascal (8,0): Desfilou seu talento e acertou tudo o que tentou. No entanto, ainda se mostrou muito displicente em certos momentos.


•    Everton Cebolinha (5,0): O pior em campo. Formou uma ala esquerda improdutiva e errou praticamente tudo que tentou no primeiro tempo.


•    Samuel Lino (6,5): Entrou na vaga de Cebolinha e melhorou o setor. Acertou dribles, tentou ganhar confiança e foi premiado com um gol.


•  De La Cruz (7,5): Muita mobilidade e recuperação no meio-campo, mostrando que está fisicamente recuperado de lesão.


•  Emerson Royal (7,5): Consciente na partida, não foi exigido na defesa e distribuiu boas assistências e passes.


•  Alex Sandro (7,5): Fez o "feijão com arroz" de forma indiscutível e impecável na lateral esquerda.


•   Vitão (7,0): Excelente atuação. Venceu os poucos testes que teve ao marcar os atacantes Fubá e Fasano do Madureira.


•  Léo Pereira (6,5): Seguro ao lado de Vitão numa partida onde a zaga foi mera espectadora.


•    Everton Araújo (7,0): Se comportou bem e se testou no campo ofensivo. O único demérito foi levar um cartão amarelo completamente desnecessário.


•  Reservas Utilizados: Luiz Felipe (6,0) entrou nervoso, mas mostrou lampejos do seu potencial; Luiz Araújo (6,0) brigou com o domínio da bola apesar do interesse; Wallace (6,5) fez um "salseiro" no fim; Daniel Carvalho (6,0) mal tocou na bola.


•   Andrew (6,0): O goleiro mal precisou trabalhar, fazendo apenas uns três toques na bola durante a partida inteira.


•    Filipe Luís (6,5): Faltou aproveitar a facilidade do jogo para realizar mais testes táticos com a equipe.


Foto: Adriano Fontes/Flamengo
Foto: Adriano Fontes/Flamengo

O que vem por aí


O Flamengo vira a página e foca agora na decisão estadual. O próximo desafio é um peso-pesado: o clássico contra o Fluminense, em partidas de ida e volta no Maracanã, valendo o título do Campeonato Carioca. Logo na sequência, o Rubro-Negro estreia no Campeonato Brasileiro.

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